De acordo com os dados mais recentes, a guerra comercial global de Donald Trump não conseguiu, até o momento, produzir a desejada redução no enorme déficit comercial dos Estados Unidos.
O Departamento de Comércio informou que o déficit comercial de bens e serviços dos EUA aumentou em relação ao mês anterior, alcançando US$ 70,3 bilhões. O número representa um aumento relevante e reflete a predominância das importações sobre as exportações nas condições econômicas atuais. A tendência de ampliação do déficit preocupa economistas, pois pode sinalizar problemas estruturais na política comercial e na competitividade dos produtos americanos nos mercados globais, apesar das tarifas impostas pelo governo Trump.

Como resultado, o déficit no acumulado do ano atingiu US$ 901,5 bilhões, permanecendo entre os mais elevados já registados desde o início da série histórica, em 1960. Esse montante recorde evidencia os desafios estruturais de longo prazo enfrentados pela economia dos EUA no comércio internacional. Um excesso persistente de importações sobre exportações pode gerar diversas consequências negativas, incluindo maior endividamento público, possível enfraquecimento da moeda nacional, observado ao longo do último ano, e redução do emprego industrial.
"Apesar de todas as manchetes sobre tarifas e das oscilações nos dados, o déficit comercial praticamente não mudou em 2025, diminuindo apenas US$ 2,1 bilhões, ou 0,2% em termos anuais", afirmou Oren Klachkin, economista de mercados financeiros da Nationwide. "Com o pico do impacto negativo das tarifas provavelmente já tendo ficado para trás, esperamos que o comércio entre em um ritmo mais previsível."
Os dados comerciais de 2025 mostraram-se particularmente voláteis mês a mês, à medida que importadores americanos reagiam às sucessivas declarações sobre tarifas feitas pelo presidente Donald Trump. As importações de ouro e de produtos farmacêuticos foram especialmente instáveis, já que as empresas aceleraram compras para evitar tarifas mais elevadas.
O déficit de dezembro, que superou as estimativas dos economistas, refletiu um aumento de 3,6% nas importações, incluindo preços mais altos de componentes para computadores e automóveis. Já as exportações de bens e serviços recuaram 1,7%, sobretudo devido à redução dos embarques de ouro para o exterior.
Após a divulgação do relatório, vários economistas passaram a considerar que o comércio poderá ter contribuição menor ou até negativa para o PIB do quarto trimestre, cuja estimativa preliminar está prevista para hoje.
Um dos fatores mais imprevisíveis para o comércio continua sendo a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre a autoridade do presidente para impor tarifas em larga escala sob estado de emergência. A Corte poderá manter ou anular essa prerrogativa, e uma decisão pode ser anunciada já nesta sexta-feira, embora o tribunal não antecipe o teor de seus veredictos.
Por país, o déficit comercial de bens com a China diminuiu de forma acentuada, para cerca de US$ 202 bilhões, o nível mais baixo em mais de 20 anos, refletindo as tarifas mais elevadas impostas pela administração Trump às importações chinesas. Parte dos fluxos comerciais, contudo, foi redirecionada por meio de outros países. Ao mesmo tempo, os déficits com parceiros como México e Vietnã ampliaram-se para níveis recordes.
Uma perspectiva técnica para o EUR/USD sugere que os compradores devem buscar recuperar o nível de 1,1770. Isso abriria caminho para testar 1,1790. A partir daí, um movimento até 1,1825 é possível, embora avançar além disso sem apoio de grandes players seja difícil. O alvo estendido é 1,1850. Em caso de queda, um interesse significativo de compra é provável perto de 1,1745. Se os compradores não aparecerem nesse ponto, seria prudente aguardar uma nova mínima em 1,1720 ou abrir posições de compras a partir de 1,1690.
Quanto ao GBP/USD, os compradores da libra esterlina devem conquistar a resistência mais próxima em 1,3460. Somente isso permitirá mirar 1,3490, acima do qual um rompimento seria desafiador. O alvo estendido está próximo de 1,3515. Se o par cair, os vendedores tentarão assumir o controle em 1,3430. Se conseguirem, a quebra dessa faixa representaria um golpe sério nas posições compradas e poderia empurrar o GBP/USD para 1,3405, com possibilidade de extensão até 1,3380.